lisieux
Urgência sirene apita no meu peito,
estridulando noite adentro sinais de agonia.
Feridas imensas, expostas fraturas,
sangue rubro, dor sem par.
Sala de espera, relógio compassado,
marca-passo enervante:
tic-tac, horas que não passam, solitárias...
Eu, nua, maca, corredor, brancura anêmica...
Tu cirurgião, estéril, asséptico,
olhar de vidro/estufa despido de emoção...
E em tuas mãos, dilacerado, exposto,
agonizante,
o meu coração.
(lá do baú...)
terça-feira, 12 de maio de 2009
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