terça-feira, 12 de maio de 2009

CTI

lisieux

Urgência sirene apita no meu peito,
estridulando noite adentro sinais de agonia.
Feridas imensas, expostas fraturas,
sangue rubro, dor sem par.

Sala de espera, relógio compassado,
marca-passo enervante:
tic-tac, horas que não passam, solitárias...

Eu, nua, maca, corredor, brancura anêmica...

Tu cirurgião, estéril, asséptico,
olhar de vidro/estufa despido de emoção...

E em tuas mãos, dilacerado, exposto,
agonizante,
o meu coração.

(lá do baú...)

Nenhum comentário:

Postar um comentário