lisieux
Hoje, dia das Mães, volto a escrever, apressadinha, como fiz na Páscoa, antes que o domingo termine.
Domingo, pra mim que sou pastora metodista, é um dia muito corrido. E hoje, em especial, cheguei tarde em casa. Culto, homenagens, uma gostosa canjica de confraternização.
Um dia das Mães muito alegre e festivo.
Mas, mesmo sendo já quase meia-noite, não poderia deixar de vir prestar a minha homenagem e carinho a todas as mamães do mundo, minhas conhecidas ou não, velhas ou moças, ricas e pobres, brancas ou negras, cultas ou analfabetas.
Hoje, é claro, preguei sobre as mães na Igreja... e escolhi o livro de Rute, que fala do amor entre nora e sogra (difícil amor este, para a maioria!), mas que retrata bem o amor que existe entre mãe e filho(a), porque, na verdade, Noemi “adotou” a nora Rute, orientou-a e ensinou-a a honrar ao verdadeiro Deus e a nora Rute sempre cuidou dela e a obedeceu como mãe, mostrando a forma de relação que Deus quer que haja entre uma mãe e seus filhos, sejam eles naturais ou adotados.
E, pregando sobre as mães, pensei em como essa relação mãe e filhos tem se desgastado e ficado cada vez mais complicada nestes tempos chamados “modernos”. Pior ainda, a própria figura da mãe tem sido diminuída, as famílias têm se deteriorado e tomado um novo “modelo”, com lares em que há duas “mães”, vários pais e irmãos de casamentos diferentes, em que há também a família de homossexuais na qual não se sabe que nome se dará ao “casal”, muito menos aos “pais” ou “mães” da criança que está começando a viver no seio desta nova e conflituosa relação.
Já existem países em que a palavra “mãe” tem sido abolida dos registros (em que vem escrito: progenitor A e progenitor B), em que os professores e professoras não podem utilizá-la em salas de aula, em que médicos e enfermeiras a evitam.
E nesta era moderna, na qual, em nome dos “direitos” individuais temos que conviver com tão diferentes tipos de família, eu, como cristã e pastora, como mulher e mãe, preocupo-me com a perda dos nobres e antigos valores morais, que tem feito com que a nossa infância e juventude tenha tanta informação, tanta liberdade, tanta oferta de oportunidades, mas que seja, segundo vários estudos e pesquisas fartamente documentados, a geração mais carente, mais desnorteada, mais perdida de que se tem notícia.
Por isso, minhas amadas mães de todas as idades e credos, de todas as culturas e de todas as posições sociais, antes que o domingo termine, venho desejar que Deus, o Criador de todas as coisas, do homem e da mulher, da primeira e de todas as famílias da Terra, que deu a nós, mulheres, a graça infinita de carregar no ventre uma nova vida, sendo “parceiros” d’Ele na Sua criação, venha abençoá-las, dar-lhes discernimento, sabedoria e perseverança para que possam criar os seus filhos e filhas como pessoas de bem, tementes a Deus e capazes de fazer as melhores escolhas, neste mundo cruel e conturbado em que vivemos.
Que vocês mães, casadas, solteiras ou viúvas, brancas, negras, amarelas, mães de todas as nações e etnias, continuem a ser essas guerreiras imbatíveis (felizmente, as que abandonam os filhos à própria sorte, ou abortam, ou os matam, ainda são exceções...) que são capazes de dar a própria vida pelo bem de suas crias.
E que o Senhor Jesus continue a abençoá-las, rica e abundantemente, hoje e sempre.
Amém!
pra. Terezinha de Lisieux
domingo, 10 de maio de 2009
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