sábado, 8 de agosto de 2009

CAATINGA

lisieux
Meu corpo caatinga, sequidão
anseia a água viva dos teus olhos;
os meus lábios, morna areia,
queriam o oásis do teu beijo.
Mas morro sem teu líquido desejo,
sou cactus, espinhoso e solitário...
Nas sendas do deserto dos meus braços
apenas a poeira densa e quente...
Não há sinal de paz, libertação,
não há trombetas, como a de Sião
nem Canaã, a Terra Prometida...
Só há saudade
a assolar-me a vida.
BH – 23.01.07
06h05


07/06/09
de lisieux

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