quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

CÁRCERES

lisieux

Quando os cárceres da memória
são visitados pela saudade,
no silêncio da noite
tudo se faz poesia.

Cada canto vazio
se enche de lembranças
e por mais que eu tente
varrer pra baixo do tapete
a luz do teu olhar,
ela volta a iluminar a escuridão
através de um vagalume
e dança ao sabor da aragem,
nas asas da mariposa
atraída pela lâmpada...

Se tento sufocar sob os lençóis
o som da tua voz, tua risada,
ela explode na canção do rouxinol,
no som do vento ciciaando
entre as folhagens
e no marulho da água do riacho
sobre as pedras.

A madrugada toda
se faz luz
e sons...

Quando os cárceres da memória
são visitados pela saudade...

BH - 31.01.09

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