REMINISCÊNCIAS
(para um certo moço do passado)
lisieux
Foi amigo incomparável
na perdida adolescência...
Foi companheiro importante
de violão, serenatas,
de olhar constelações
no céu azul e inconstante
das juvenis estações.
Foi moço compenetrado
que se pensava imortal
como todo adolescente,
pensa ser dono do mundo
e solta, a cada segundo
uma frase “genial”.
E eu, também adolescente,
acreditava no tal...
Foi instrutor de poesia
e, na sua companhia,
aprendi a ver a vida
de uma forma original;
a reinventar conceitos
a vencer os preconceitos;
somos iguais, afinal.
Foi um divisor de águas
e nem se deu conta, enfim.
Foi testemunha ocular
de risadas e de pranto
e nem percebeu o quanto
foi importante pra mim...
E hoje, ainda, ele é espelho
para a poeta madura,
que tem pelo moço/velho
a mesma velha ternura.
BH – 23.11.09
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
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